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Este documento descreve o que é um incidente, quais os tipos de incidente mais comuns e apresenta as funcionalidades essenciais de um sistema de Gestão de Incidentes. Enumera também as vantagens da aplicação destes sistemas nos processos de desenvolvimento e de manutenção de projetos e enuncia algumas das mais reconhecidas Best-Practices/Boas Práticas no uso de sistemas de gestão de incidentes.
Naturalmente, existem diversas soluções FOSS que implementam adequados sistemas de Gestão de Incidentes. Acesse a lista que os enuncia, para saber quais são os mais reconhecidos.
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O que é um sistema de gestão de incidentes?
Um sistema de gestão de incidentes (Incident Management):
A arquitectura comum de um sistema de gestão de incidentes é composta por:
O front-end é normalmente uma aplicação Web, desenhada para ser usada por um browser HTML. A componente funcional é normalmente construída com recurso uma linguagem interpretada (scripting), por exemplo Perl ou PHP, e é na maioria dos casos integrada com o back-end. Nestes casos, não há uma divisão clara na arquitectura entre front-end e back-end, já que a aplicação Web engloba ambas as componentes:
Estes são os grandes tipos de sistemas de Gestão de Incidentes:
Este tipo de sistema é vocacionado para o tracking de bugs em projectos electrónicos ou informáticos. É normalmente associado a sistemas de controlo de versões, para associar uma dada versão do projecto com a resolução de um dado incidente. Estes sistemas estão habitualmente disponíveis ao público, sendo abertos a qualquer visitante que queira verificar o estado dos incidentes. Usualmente, definem várias responsabilidades (roles) e limitam os utilizador de cada grupo de responsabilidades a um conjunto de estados possíveis. Implementam um percurso (workflow) bem definido de etapas a serem cumpridas, no resolução do incidente.
Este tipo de sistema é o sistema mais genérico de todos. É normalmente usado entre a empresa gestora de um projecto e os seus clientes externos. Os clientes reportam o incidente, sabem que certos critérios estipulados por SLA (Service Level Agreements) têm que ser cumpridos, como por exemplo o tempo de resolução ou o tempo de escalonação do incidente, e ficam a aguardar pela sua resolução. Os pedidos devem ser aceites ou pela aplicação ou por mensagens de correio electrónico. O sistema pode assignar responsáveis automaticamente ou pode aguardar por que um solucionador levante o incidente e proceda à sua resolução. Após o término do tempo de resolução, ou o incidente é fechado ou então é escalonado ao solucionador do nível seguinte. Estes sistemas encontram-se normalmente fechados à extranet da empresa.
Os incidentes são tratados de forma independente, não sendo usualmente aplicados workflows de resolução, e estão associados a um conjunto limitado e bem conhecido de estados possíveis (aberto, em progresso e fechado). São atribuídos a uma das várias pessoas da equipa de suporte técnico disponíveis. Um sistema destes deve também permitir a submissão de novos incidentes por correio electrónico bem como notificar os utilizadores da alteração ao estado ou histórico de um incidente. Os sistemas mais avançados disponibilizam dados estatísticos e relatórios com gráficos, importantes para que a equipa de gestão possa analisar a performance e eficiência do suporte técnico.
Este sistema é mais abrangente que os restantes, pois deve incluir um sistema de gestão de documentos, um sistema de gestão de conhecimento (Knowledge Base System), um sistema de perguntas e respostas frequentes (FAQ), entre outras funcionalidades que vão para além de um normal sistema de Gestão de Incidentes. È frequentemente usado em ambientes informáticos, como suporte técnico de hardware e software de uma empresa pela equipa de administradores de sistemas e de redes. É frequente serem integrados com algum tipo de sistema de suporte técnico em tempo real (LiveSupport). Estes sistemas estão normalmente protegidos por autenticação na intranet da empresa.
O conceito de base da gestão do conhecimento, no âmbito dos sistemas de Gestão de Incidentes, é o de automatizar o suporte técnico dado ao cliente através da organização de informação de suporte das soluções. Esta organização da informação deve:
Um sistema de gestão do conhecimento é essencialmente um conjunto de perguntas e respostas frequentes, indexado adequadamente e com um eficaz motor de pesquisa. Pode também ser integrado com Expert Systems, que registram se uma dada resposta é realmente eficaz na resolução de um problema frequente ou não, para conduzir a equipa de suporte técnico ao longo de um percurso de perguntas e respostas adequado à resolução eficiente dos problemas dos clientes.